domingo, setembro 17, 2006

As Tábuas de Zyon

As Tábuas de Zyon


As Tábuas de Zyon (pronuncia-se “Dzáion”) contém 28 Preleções definidas com o propósito de auxiliar os Filhos da Terra a superar os graves desafios dos períodos de consumação dos ciclos planetários, e o conseqüente alcance de um novo plano cósmico de evolução. Contém preceitos éticos, informação astrológica, geografia sagrada e orientação ocultista.

Origens

As quatro Tábuas foram originalmente grafadas no desconhecido idioma Zartan, e depositadas há muitos eóns pelo Povo das Estrelas num dos anéis de Zatur (Saturno).*
Para os cabalistas, a própria palavra Zyon aponta para o caráter ultérrimo daquele planeta, já que remete ao grego eón (sobretudo na grafia gnóstica aion). Também tem sido associada pelos etmólogos a Sião ou Sion, além de se encontrar semelhança com antigas revelações como o Zohar e o próprio Livro de Dzyan, palavra relacionada a Dhyan e Chan (Zen) ou “meditação”.
Constata-se igualmente traços evocativos da tradição islâmica, que com freqüência se reporta à Lua e conta com um alfabeto de 28 letras, em muito semelhante ao hebreu. Além disto, tal como o Corão foi revelado por Maomé pelos anjos ou pelo arcanjo Gabriel, a revelação das Tábuas foi trazida por seus eternos guardiães, os Zuras (Anjos do Fogo), para ser entregue ao atual Emissário do Centro-da-Terra** (Agarthi), Zurvan Zottar, que elaborou os atuais comentários sob a inspiração dos mesmos Zuras.
Agarthi é uma emanação da Loja de Ibez (que está para o Hemisfério Sul, como Tula ou Tollan está para o Hemisfério Norte, ligados à Zambal ou Chan-Bala original), que deu início às revelações zaturianas na época atlante, resumindo a ciência da iluminação científica e a conseqüente imortalidade da alma (ver VIIª Preleção).

Na seqüência temos as primeiras Sete Preleções de Zyon, contidas na Tábua I.

* Acontecimento este ligado ao simbolismo da Nova Era.
** Expressão na verdade pluri-semântica –ver Tábua III.




AS TÁBUAS DA ZYON: As 28 Preleções comentadas de Zottar

Tábua I: Zattir (Preleções I a VII)


Iª Preleção. Um Caminho conduz somente até o próximo caminho.
Comentário: Ninguém deveria esperar que um caminho, qualquer que seja, conduza até o final da jornada, até porque para muitos e muitos a longa jornada sequer terminará nesta vida. De fato, alguns até mesmo escolheram voluntariamente prosseguir de forma indefinida, por amor a todas as criaturas. Enquanto que muitos outros, terão incontáveis oportunidades de retornar, e de retomar às suas jornadas e conhecer novos caminhos. Por isto cada caminho é apenas como um barco destinado a levar até o final de seu próprio destino pré-programado. Ao cabo do qual deveremos refazer nosso votos de eternos caminhantes, para então dar início a uma nova etapa, ou trilhar um novo caminho.

IIª Preleção. Verdadeiros objetivos são inatingíveis em seu próprio nível
Comentário: Por sua própria natureza, todo o objetivo superior é por si só inalcançável: para alcançá-los devemos focalizar sempre Além. Metas seriam antes como estrelas-guias que servem apenas com o referência e para nos fazer mover na vida, sem que possam ser jamais inteiramente alcançadas. Por isso cabe ter sempre como objetivo algo muito transcendente, e manter o foco espiritual nele. Para propósitos concretos, devemos focalizar algo que não seja um fim em si mesmo, ou destinar a este “algo” simples função intermediária. Desta forma teremos maiores chances de suprir as nossas necessidades imediatas, ou seja, como serviço e instrumento para algo sempre maior.

IIIª Preleção. Não há separação-limites entre os mundos.
Comentário: Eis que todos os universos se interpenetram e completam sempre e sempre. Existe muita ilusão no julgamento de que superamos para sempre alguma esfera, uma vez que tudo é e sempre será uno. Tudo o que temos em mãos são ênfases em algum aspecto circunstancial, relacionado à nossa atual etapa evolucionária. Assim, é equivocado julgar, por exemplo, que poderemos em algum momento superar a etapa da Terra, e rumar para algum paraíso apartado e transcendental –a não ser de forma relativa, e em um futuro muito longínquo. Aquilo que semeamos haveremos sempre de colher, e o que fizermos à Terra ou deixarmos de por ela fazer, também se apresentará em nosso destino. Céu e inferno estão reunidos; temos durante a vida a oportunidade concreta de praticar atos físicos completos, como também temos após o desenlace físico a oportunidade de orientar os encarnados como forma de influenciar a melhoria do ambiente e saldar o nosso próprio carma

IVª Preleção. Tudo o que existe evolui sob a lei do Ritmo.
Comentário: Esta Preleção trata a rigor da unidade-na-diversidade. Circunstâncias diferentes somam-se entre si para gerar a evolução, num infinito pulsar de expansão e recolhimento. Tudo está sujeito a início, meio e fim. Cada evolução deve ceder lugar à próxima. Noite e Dia confere o necessário repouso receptivo e atividade criativa que leva o universo ao seu termo final e propósito oculto. Por isto a morte está na ordem das coisas, embora seja possível preservar melhor aquilo que transcende ou que alcança reunir na forma de sínteses. Daí a importância de gerar o equilíbrio, tal como o “sono da vigília” (ou a contemplação) e a “vigília do sono” (ou a atividade astral). A primeira se obtém pelas técnicas de meditação (por exemplo), e a segunda pela disposição ao serviço e o respeito às regras do sono.

Vª Preleção. Os deveres de uma pessoa são a sua própria vida.
Comentário: Esta Preleção evoca ensinamentos centrais do Oriente. A ênfase de Krishna no Bhagavad Gita sobre a questão do dever pessoal é insofismável. Diz ser preferível alguém morrer a tomar os deveres alheios e descumprir os próprios. Um sábio, por exemplo, se porventura se arvora em lavrar, fará mal este trabalho e deixará de cultivar e difundir a sua sabedoria, tomando o emprego de algum lavrador necessitado. Assim, é verdadeiramente a própria essência de uma vida que está em jogo, cabendo discernir o quadro a partir do auto-conhecimento e da vocação. Da mesma forma, o Buda enfatizou o trabalho correto, o que visto a fundo seria também aquilo que realmente toca a cada qual proceder, mais que certa seleção quiçá até algo preconceituosa de atividades. O Oriente profundo não discrimina nada, mas valoriza o fazer bem o que toca a cada um. Vale também lembrar aqui o ensinamento recente de um mestre: “a tua alma a conquistarás na realização de tuas próprias obrigações”. E a alma é toda a Verdade naquilo que diz respeito à existência humana.

VIª Preleção. O livre-arbítrio se destina à superação da condição humana.
Comentário: A meta central de toda a condição humana, é compreender e administrar o seu próprio livre-arbítrio. O livre-arbítrio é necessário para o ser humano aprender a fazer opções corretas e assim seguir na escala evolutiva. O animal é quase um autômato biológico, incapaz de superar as coisas da terra. Por isto foi semeado na Terra o ser humano, capaz deste despertar. Durante a ronda terrena, o ser humano faz toda sorte de experiências, conhece o bem e o mal e suas conseqüências, o carma. Ao final do ciclo, no entanto, ele deve desenvolver o dom da obediência, tendo inclusive como modelo e referência a própria Natureza circundante, para então poder superá-la de todo modo. De modo nenhum um ser humano pode pensar em evolução, enquanto sua condição for mais infernal que a dos outros seres naturais.

VIIª Preleção. A vitória final está destinadana forma da imortalidade.
Comentário: O livre-arbítrio é uma realidade capaz de despertar uma série de percepções impactantes. A mais grave delas diz respeito à morte e, em especial, a extinção da própria consciência crítica assim adquirida. Para o ser humano, assegurar a sobrevivência de sua alma (ou consciência) seria por isto a maior das vitórias imagináveis, já que a imortalidade do próprio corpo soa ainda a coisa improvável para muitos. A conquista da própria iluminação significaria assegurar esta possibilidade eterna. E tal conquista está destinada à humanidade em larga escala no final da ronda humana, isto é, agora. No que diz respeito aos Servidores do Mundo, os Grandes Seres são a referência e fontes de instrução prática para esta suma aquisição. Para a massa humana propriamente dita, resta aprimorar a conexão com Aquele “no qual vivemos, existimos e temos o nosso ser”, na forma do serviço e devoção a estes mesmos Grandes Seres que O Representam sempre, além de colaborar ativamente com os Servidores consagrados.

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